Após votar a favor da proposta no Senado, candidato defende alterações nas regras trabalhistas; Erika Hilton teme que a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso volte a vigorar.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou novos capítulos nesta semana e passou a ocupar espaço no debate político nacional. O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou favoravelmente à proposta aprovada pelo Senado, mas, segundo reportagens publicadas nesta semana, sinalizou a aliados que pretende rever pontos do texto caso seja eleito presidente.
A possibilidade de mudanças provocou preocupação entre defensores dos direitos trabalhistas. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da proposta de extinção da escala 6x1, afirmou que teme a retomada do modelo atual caso Flávio Bolsonaro chegue à Presidência.
A preocupação está relacionada à defesa, pelo candidato, de um modelo mais flexível de jornada e de remuneração por hora trabalhada, com maior espaço para acordos entre patrões e empregados.
O que está em jogo para os trabalhadores?
A escala 6x1 prevê seis dias de trabalho para um de descanso. A proposta de mudança busca ampliar o tempo de descanso semanal e reduzir a jornada de trabalho, preservando os salários, conforme o texto aprovado.
O debate envolve milhões de brasileiros que trabalham no comércio, nos serviços e em outras atividades submetidas a jornadas intensas. Para esses trabalhadores, a mudança pode representar mais tempo com a família, descanso e qualidade de vida.
Até o momento, é importante distinguir os fatos: Flávio Bolsonaro votou a favor da proposta no Senado, mas reportagens apontam que ele pretende discutir alterações. A afirmação de que a escala 6x1 será restabelecida caso seja eleito é um alerta feito por Erika Hilton, e não uma decisão já tomada.
A discussão promete continuar no centro do debate eleitoral, colocando em evidência uma questão fundamental: como garantir melhores condições de trabalho sem retirar direitos conquistados pelos brasileiros?
Fonte: UOL, Folha de S.Paulo e outras reportagens publicadas em outubro de 2026.
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