
A prefeita Késia Alcântara entregou, na noite desta terça-feira (4/8), a reforma do Parque de Vaquejada de Altaneira e liberou oficialmente a pista para treinos de cavaleiros, amazonas e vaqueiros do município. Durante encontro com a vaqueirama local, a gestora apresentou as melhorias realizadas e anunciou a reabertura do espaço para utilização da comunidade.
A obra recebeu investimento de quase R$ 1 milhão e contemplou a revitalização completa da infraestrutura do parque, incluindo a recuperação da pista de competição, das cabines do juiz e do locutor, além do curral e dos bretes.
Na ocasião, a prefeita também anunciou a realização de um evento voltado ao público da vaquejada no mês de dezembro, período em que são comemorados os festejos de emancipação política de Altaneira.
Texto: Alana Soares
Cada adulto brasileiro foi alvo, em média, de 201,6 tentativas de golpes digitais em 2025. É o que revela o relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, divulgado no dia 6 de agosto, durante o Brazil Anti-Scam Forum, na cidade de São Paulo. Com base nessa média, estima-se que tenham ocorrido cerca de 34 bilhões de tentativas de fraude contra brasileiros entre março de 2025 e fevereiro de 2026. O estudo, que chega à quarta edição, também mostra que 34% das vítimas perderam dinheiro mais de uma vez no período, reforçando a preocupação com a revitimização e a vulnerabilidade contínua diante desse tipo de crime.
A versão brasileira do documento integra um levantamento global conduzido em mais de 40 países e reúne informações de mais de mil entrevistados no Brasil. O levantamento abrange quatro tópicos principais: contato com golpes, interações, custos e prevenção. Segundo o estudo, 81% dos adultos no país tiveram contato com tentativas de golpe, em patamar idêntico ao registrado na edição de 2025, enquanto 39% chegaram a interagir com golpistas. Entre os que interagiram, uma em cada quatro pessoas perdeu dinheiro ou forneceu dados que resultaram em prejuízo financeiro.
Os números revelam não apenas a sofisticação das abordagens, mas também a velocidade com que esses crimes se concretizam. De acordo com a GASA, 42% das vítimas tiveram seus valores subtraídos em questão de minutos ou horas. “Os golpes digitais passaram a fazer parte da rotina. O fato de 1/3 das pessoas terem perdido dinheiro mais de uma vez em um intervalo de 12 meses é especialmente preocupante, porque destaca um ciclo de vulnerabilidade encorajado pelos criminosos. Isso reforça a necessidade de prevenção, educação e resposta rápida, com atuação coordenada entre empresas, plataformas, instituições financeiras, autoridades e sociedade civil. Todas em constante troca de experiências para aperfeiçoar os sistemas de defesa contra o crime digital”, afirma Renata Salvini, diretora do capítulo brasileiro da GASA.
Os brasileiros são vítimas com maior regularidade de golpes relacionados a compras online (22%), promessas de dinheiro inesperado (17%) e falsas vagas de emprego (17%). O telefone e os aplicativos de mensagens instantâneas continuam sendo os principais canais de disseminação de golpes no Brasil, respondendo por 71% das fraudes. No âmbito das plataformas, o Whatsapp se consolida na liderança mencionado por 64% das vítimas, seguido de Gmail (32%) e Instagram (22%) no topo do ranking. Uma das novidades da lista este ano foi a presença do Youtube (6%).
Identificar golpes e reaver o dinheiro perdido ainda é difícil
Os brasileiros ouvidos no estudo se dividiram quanto à facilidade ou dificuldade de distinguir uma tentativa de golpe. Duas em cada cinco pessoas afirmam ter confiança na própria capacidade de reconhecer golpes, enquanto 41% dizem não se sentir confiantes. Mesmo após sofrerem prejuízos, muitos ainda têm dificuldade para identificar que foram vítimas de um golpe. Em 2026, 40% só perceberam o que havia acontecido após serem avisados por outra pessoa ou instituição, contra 34% na edição de 2025 do relatório.
O papel das instituições financeiras
Os bancos abrangem todas as etapas da jornada do golpe, com facilidade de realizar denúncias, realização de ações educativas, bloqueio de golpes e prevenção de pagamentos. A Febraban estima que, anualmente, R$ 5 bilhões sejam investidos em segurança e prevenção a fraudes. Essas instituições, ao lado de meios de pagamento ou corretoras de criptomoedas, mantêm-se como as de melhor avaliação na prevenção e na resolução desse tipo de crime, na percepção dos respondentes. Em segundo lugar vem a polícia, que ficou fora do Top 3 em 2025, seguida pelo provedor do site ou empresa de hospedagem utilizada pelo fraudador. Operadoras de telecomunicações foram avaliadas como as menos eficazes.
Nesse contexto, o índice de recuperação dos valores perdidos ainda é baixo. Somente 20% daqueles que relataram suas perdas afirmam que o dinheiro foi total ou parcialmente reembolsado ou recuperado pela organização à qual fizeram a denúncia.
Golpes afetam bem-estar mental de 76% das vítimas
Na América Latina, metade das vítimas não denunciou os golpes sofridos por não saber a quem recorrer. A falta de denúncia também está associada à percepção de que o registro não faria diferença (36%), à complexidade do processo (28%) e à vergonha ou ao receio de exposição. A diretora da GASA lembra a importância da denúncia para o combate às fraudes, já que a informação ajuda a derrubar perfis falsos, bloquear contas usadas por criminosos, evitar novas vítimas e mapear padrões de atuação dos golpistas. No Brasil, 19% dos que sofreram com o problema não denunciaram.
O impacto dos golpes vai além do prejuízo financeiro. Eles também geram impacto emocional, já que 76% das vítimas consideram alteração significativa ou moderada em seu bem-estar. “O crime digital pode trazer consequências como ansiedade e desconfiança constante. O dado reforça que os golpes digitais não representam apenas uma ameaça econômica, mas um problema de segurança e saúde emocional para milhões de brasileiros. Trata-se de um fator que deve ser levado em consideração na hora de proteger as pessoas contra seus efeitos”, lembra Renata.
Ao todo, o estudo estima que 16,5 milhões de brasileiros perderam dinheiro para golpes, com prejuízos próximos a R$ 21,2 bilhões, o que resulta em uma subtração média de R$ 1.287 por pessoa. O valor diverge das perdas de R$ 99 bilhões calculadas na edição de 2025 por uma diferença de metodologia. Em 2026, houve validação dos valores declarados em etapas, melhor filtro de respostas inconsistentes e exclusão de valores incompatíveis. Os entrevistados que relataram perdas mais elevadas foram solicitados a confirmar ou corrigir a faixa de perda inicialmente selecionada. Em ambos os anos, os participantes foram questionados sobre os impactos ao longo dos últimos 12 meses.
A Justiça acolheu pedido do Ministério Público do Ceará e decretou a prisão preventiva de Marco Antônio Heredia Viveros por descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas em favor de Maria da Penha Maia Fernandes (ex-mulher) e das duas filhas. A decisão foi proferida neste sábado (08/08) pelo juiz Cesar Morel Alcantara, durante o plantão judicial. Marco Heredia concedeu entrevista para uma emissora de TV nacional sobre o caso envolvendo a tentativa de feminicídio da ativista, violando uma das cautelares expedidas pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza em 2024. Ele foi preso neste domingo (09/08) em Natal pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, numa ação articulada com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do estado potiguar.
Desde 2024, o investigado estava proibido de divulgar informações sobre o processo e de propagar o nome ou a imagem das vítimas em mídias sociais, aplicativos ou qualquer ambiente virtual. Porém, chamadas veiculadas em uma emissora nacional nos últimos dias anunciavam que Antonio Heredia concedeu entrevista ao veículo para uma reportagem com exibição prevista para domingo (09/08). De acordo com a representação do MP, trechos da matéria e conteúdos promocionais estavam sendo divulgados em plataformas digitais e redes sociais, caracterizando o descumprimento da determinação judicial.
Na decisão, a Justiça entendeu haver indícios suficientes da prática do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e destacou que o investigado foi devidamente notificado das restrições impostas e das consequências jurídicas em caso de violação da medida.
Além de decretar a prisão preventiva, também foi determinada a retirada imediata do ar de conteúdos relacionados à entrevista e proibida a veiculação da reportagem ou divulgação em quaisquer plataformas. A Justiça exige ainda a preservação de todo o material ligado à produção do material, incluindo arquivos, registros de edição, contratos, comunicações internas e documentos correlatos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Na decisão, o juízo destacou que a medida visa garantir a ordem pública, assegurar a efetividade das medidas protetivas de urgência e impedir a continuidade da prática delitiva.
Badalo