Senador afirma que está proibido de deixar o Brasil e relaciona a medida a uma declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre deixar o país em caso de derrota eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, a decisão também o impede de deixar o Brasil.
A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, depois de Flávio visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. De acordo com o senador, agentes da Polícia Federal o abordaram quando ele deixava a residência.
Flávio diz que vai cumprir a determinação
No vídeo, o senador afirmou que entregará os documentos, mas criticou a decisão judicial e declarou que pretende contestá-la.
Flávio relacionou a medida a uma entrevista concedida por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, na qual ele defendeu que o senador deixasse o Brasil caso perdesse a disputa presidencial.
“Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, questionou Flávio, ao contestar a justificativa que atribui à decisão.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a determinação prevê a entrega dos passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, além da proibição de deixar o território nacional.
Declaração de Eduardo Bolsonaro
A fala de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que está nos Estados Unidos, ocorreu durante uma entrevista ao programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista norte-americano Steven Crowder.
Na ocasião, Eduardo defendeu que o irmão deixasse o país caso fosse derrotado na eleição presidencial. Flávio afirmou que a declaração não partiu dele e questionou a utilização dessa fala como fundamento para a medida.
Investigação no Supremo Tribunal Federal
A decisão está relacionada a uma investigação que tramita no STF e envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, sob suspeita de lavagem de dinheiro. O caso também envolve apurações sobre operações financeiras relacionadas à empresa Alcazar Holdings.
As investigações ainda estão em andamento, e as suspeitas devem ser tratadas como alegações até que haja uma conclusão judicial.
O episódio ocorre um dia após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, no qual Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até a divulgação das primeiras informações, o STF e a Polícia Federal não haviam se manifestado publicamente sobre os questionamentos apresentados pelo senador, segundo relatos da imprensa.
Tribuna Livre Cariri — Informação, compromisso e proximidade com o povo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário