Senador apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, de Renan Santos, e ficou temporariamente impedido de registrar candidatura pelo PL. TSE afirma que não houve invasão do sistema e determinou apuração do caso.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, enfrentou nesta quinta-feira (13) um inesperado obstáculo para registrar sua candidatura: seu nome apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, legenda que lançou Renan Santos ao Palácio do Planalto.
A alteração, que teria ocorrido sem autorização de Flávio, impediu inicialmente que sua candidatura fosse registrada pelo Partido Liberal. A campanha classificou o episódio como uma fraude e acionou as autoridades para investigar o caso.
O episódio ganhou ainda mais repercussão porque ocorreu a apenas dois dias do encerramento do prazo para registro das candidaturas, marcado para 15 de agosto.
O Tribunal Superior Eleitoral, porém, descartou a hipótese de invasão ou ataque hacker ao sistema. Segundo a Corte, a filiação ao Missão foi realizada por alguém que possuía credenciais legítimas de acesso da legenda, caracterizando possível uso indevido da ferramenta.
Diante da situação, o presidente do TSE determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e encaminhou o caso para investigação, inclusive com participação da Polícia Federal.
O partido Missão também afirma ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e diz ter comunicado o caso às autoridades. A legenda afirma possuir registros digitais, e-mails e informações técnicas que poderão ajudar a esclarecer quem realizou o procedimento.
O caso agora deverá ser investigado para identificar quem realizou a filiação, de onde partiu o acesso e se houve participação de terceiros.
A situação acrescenta mais um capítulo de tensão à corrida presidencial de 2026 e coloca a Justiça Eleitoral diante de um episódio que precisa ser esclarecido com rapidez e transparência, especialmente às vésperas do início oficial da campanha.
Redação TRIBUNA LIVRE CARIRI
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