Avalista direto da filiação do ex-presidenciável Ciro Gomes ao PSDB, o deputado federal Aécio Neves (MG) será oficializado, nesta quinta-feira (27), como novo presidente nacional do partido. Aécio assumirá o comando tucano em continuidade à agenda conduzida pelo atual dirigente, Marconi Perillo, e terá a missão de recolocar a sigla em posição estratégica no cenário nacional.
A entrada de Ciro Gomes no PSDB é vista como uma peça-chave nessa reconstrução. Citado nas pesquisas de intenção de votos, Ciro poderá ajudar a reposicionar a legenda para disputar espaço na corrida presidencial de 2026.
Aécio avalia que, após a saída de Lula e Jair Bolsonaro do protagonismo político pós-2026, haverá um “alargamento da avenida do centro”, abrindo oportunidades para forças moderadas retomarem relevância nacional.
Mais de dez anos após a eleição de 2014 e dos desgastes provocados pela Operação Lava-Jato, Aécio vê no novo cenário a possibilidade de reconstruir o PSDB. Apesar disso, afirma que o partido não deve lançar candidatura própria à Presidência em 2026.
“Nosso foco agora não é isso. Talvez em 2030. Mas, se não surgir uma candidatura de centro capaz de enfrentar o que está aí, o PSDB poderá avaliar uma alternativa”, diz.


AMPLIAR BANCADA
O objetivo imediato é ampliar a bancada federal para 30 deputados e garantir, com folga, o cumprimento da cláusula de barreira. Para Aécio, essa será a base para recolocar o PSDB na agenda política nacional.
No Ceará, o PSDB não tem representante na Câmara e, com a entrada de Ciro, a projeção é que, em 2026, os tucanos conquistem três vagas de deputado federal.
O PSDB encolheu nas últimas eleições, perdeu governadores e ficou sem candidatura presidencial em 2022 pela primeira vez desde sua fundação. Hoje, a sigla tem apenas 18 deputados federais.
Para Aécio, contudo, o partido inicia um novo ciclo. “Passamos por uma lipoaspiração para voltar com mais energia e musculatura. Alguns optaram por caminhos fáceis, mas nem sempre são os que levam mais longe”, conclui o futuro presidente tucano.
A expectativa é que, no Ceará, o PSDB lance candidato ao Governo do Estado e feche uma aliança com o União Brasil e o PL.
Ceará Agora

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