O Crato vive um momento de grande apreensão diante de uma denúncia explosiva feita por Dr. Aloísio, suplente de deputado estadual e ex-candidato a prefeito do município, que obteve mais de 35 mil votos na última eleição. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele revela o que classificou como um “escândalo silencioso” envolvendo a PREVICRATO — o instituto de previdência dos servidores municipais —, que estaria mergulhado em uma crise sem precedentes.
Segundo Dr. Aloísio, a PREVICRATO enfrenta um déficit atuarial de R$ 1,4 bilhão, o que colocaria em risco direto o pagamento de aposentadorias futuras a milhares de servidores. A denúncia também aponta aplicações suspeitas em fundos com ativos considerados ilíquidos e de difícil recuperação, violando princípios básicos da gestão previdenciária.
“O que vou dizer pode até colocar minha vida em risco, mas eu não vou me calar. O que está acontecendo com a PREVICRATO é um escândalo. Estão brincando com o futuro de milhares de trabalhadores”, disse Dr. Aloísio, em tom de alerta e indignação.
Investimentos perigosos e falta de transparência
O suplente de deputado afirmou que há indícios de que os recursos da previdência municipal estão sendo aplicados em fundos de alto risco, com ativos que não podem ser convertidos facilmente em dinheiro. Isso dificultaria o pagamento de benefícios e comprometeria o equilíbrio financeiro da autarquia.
Além disso, Aloísio denuncia a falta de transparência da atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Zé Ailton Brasil (PT), que estaria ignorando os conselhos e órgãos de controle, e omitindo informações importantes da população e dos servidores.
“Estão fazendo aplicações irresponsáveis. Investimentos em fundos que não têm liquidez, que ninguém sabe se terão retorno. Os servidores estão sendo traídos por uma gestão que não respeita o mínimo de responsabilidade fiscal”, disse.
Futuro dos servidores em risco
O rombo apontado por Dr. Aloísio significa, na prática, que os valores em caixa seriam insuficientes para garantir as aposentadorias e pensões aos servidores que contribuíram durante toda a vida profissional. A situação, segundo ele, é de iminente colapso do sistema previdenciário municipal.
“A cidade do Crato está diante de um abismo. Isso não é apenas um problema contábil. É uma tragédia anunciada. Quem vai garantir a aposentadoria desses homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao serviço público?”, questionou com veemência.
“Isso não é política, é sobrevivência”
Dr. Aloísio fez questão de frisar que sua denúncia não tem caráter político-eleitoral, e sim um compromisso com a verdade e com o bem-estar dos servidores do Crato. Ele afirma que vai buscar os órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, para exigir apuração e responsabilização.
“Quem cometeu esse absurdo vai ter que responder. Isso não é política. É sobrevivência. É o futuro de milhares de famílias cratenses que está em jogo. Vamos até o fim nessa luta.”
Possível investigação e mobilização social
Com a repercussão da denúncia, cresce a pressão para que a Câmara Municipal, os sindicatos e a sociedade civil cobrem explicações e ações concretas por parte da Prefeitura do Crato. Também há expectativa de que o caso seja formalizado junto ao Ministério Público e possa desencadear investigações administrativas e judiciais.
Enquanto isso, servidores municipais vivem dias de angústia, temendo que o direito à aposentadoria esteja ameaçado por má gestão, descaso e práticas possivelmente criminosas.
Redação TRIBUNA LIVRE CARIRI
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