Expectativa da oposição por migração de aliados não se confirma, enquanto grupo governista amplia articulação política no interior do Estado.
Passados 40 dias desde o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao Governo do Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes ainda não conseguiu atrair prefeitos da base governista para seu projeto político. Nos bastidores da oposição, a expectativa era de que o anúncio impulsionasse uma onda de adesões de gestores municipais, cenário que, até o momento, não se concretizou.
Enquanto isso, o governador Elmano de Freitas segue intensificando agendas administrativas em diversas regiões do Estado. Com inaugurações, anúncios de investimentos e visitas ao interior, o chefe do Executivo tem reforçado sua presença política ao lado de prefeitos e lideranças locais, fortalecendo o ambiente de pré-campanha do atual grupo governista.
Sem uma ampla rede de apoios municipais, Ciro Gomes tem concentrado sua agenda em eventos de grande público, como o Festival de Viçosa do Ceará, o São João de Maracanaú e a PEC Brasil. Embora as participações tenham garantido visibilidade, esses eventos tradicionalmente já reúnem milhares de pessoas, independentemente da presença de lideranças políticas.
Outro episódio que marcou os primeiros 40 dias da pré-campanha foi a repercussão nacional provocada pelas declarações de Ciro sobre uma possível aproximação com setores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao afirmar que seus “bolsonaristas são honrados”, o ex-governador passou a integrar o debate sobre uma eventual aliança no Ceará, gerando repercussão e diferentes posicionamentos dentro do próprio campo bolsonarista.
Até o momento, no entanto, essa estratégia ainda não resultou em novas adesões políticas nem provocou mudanças significativas na composição da base de apoio dos prefeitos cearenses. O cenário observado segue favorável ao grupo governista, que mantém articulação consolidada em grande parte dos municípios e intensifica os movimentos de olho nas eleições de 2026.